Pular para o conteúdo principal

Série: Querido, Adeus...

Por Luma Mendes 


Ter que ir no início doeu em mim. Dizer "tchau" foi algo péssimo nas primeiras tentativas e com isso cada vez mais fiquei presa à você. Fiquei presa ao amor que mais machucava do que curava...


O tempo foi passando, as amarras que me deixavam presas à você foram se soltando e a ideia de te dizer adeus já era cogitada. E foi assim, foi então que consegui ir... os primeiros dias foram ruins; cada segundo que passava piorava minha ida, mesmo que a ideia de ir tenha sido minha , piorava ao saber que você estava bem com o fato de  alguém que você dizia amar ter partido e isso não mexer com você nenhum um pouco...


2 meses se passaram após minha partida, eu tinha me recuperado da dor e seguido minha vida. Os planos que um dia tive para nós fiz se tornarem individual e os coloquei em prática! Você viu  eu seguir e se arrependeu de ter me deixado ir; achou que eu sempre estaria presa à você e se surpreendeu ao ver que eu era e sou capaz de conquistar tudo o que eu um dia mostrei não conseguir sem você. Ficou mal ao ver que um dia fui capaz de encontrar pessoas que me amam da forma que sou sem precisar caber nelas. 


Hoje, 2 meses depois do meu último adeus você chora. Chora ao ver a pessoa incrível e repleta de amor e paz que eu me tornei. 


Hoje você chora com a dor que eu sentia no início quando eu torcia pra você responder uma mensagem ou atender uma ligação.


Você torce agora para que eu volte da mesma forma que eu torcia pela sua volta. Mas veja meu bem, eu não volto, estou feliz agora!

Com amor, Adeus...


 Luma Mendes é Estudante do Curso de Formação de professores no Instituto de Educação Sarah Kubitschek... Toca Violão, Canta e é uma das Fundadoras do Grupo Esperançar

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Lucas, do 29 de Março.

Lucas é uma criança de 11 anos de idade, cria  do 29 de Março, filho da Regina e irmão mais velho da Ashley e Rayssa.  Apesar da pouca idade, ele sempre precisou ajudar a mãe em algumas atividades de casa e até mesmo na renda, fazendo bicos com seu tio Ailton, que é dono de um depósito de bebidas.     Todo dinheiro que Lucas ganha ele repassa pra mãe que chefia sozinha a casa sozinha com três filhos e dois gatos que pegaram no Village. Dona Regina é uma mulher de muita fé, vai à igreja toda quinta e domingo e acredita que as coisas vão mudar. Na igreja ela recebe algumas ajudas que contribuem também para a criação dos seus filhos. O sonho dela é que Lucas se torne obreiro e músico da Igreja, mas o garoto ainda não se encontrou na religião. O que Lucas gosta é de jogar futebol na praça do Samba em Santa Margarida, e soltar pipa no Village.     Todo dia ele vai até a rua Chico Mendes convocar a tropa pra descer em peso pra brin...

Quando a escola não fala, a sociedade falha !

O Brasil vive uma realidade alarmante no que diz respeito à violência contra as mulheres. Casos de estupro coletivo, agressões e feminicídios têm ocupado, com frequência, os noticiários e revelado uma estrutura social ainda profundamente marcada pelo machismo histórico. Recentemente, um caso ocorrido em Copacabana , onde quatro jovens armaram uma emboscada e estupraram uma adolescente de 17 anos, escancarou não apenas a brutalidade do crime, mas também a permanência de uma cultura que naturaliza a violência de gênero. Quando falamos em machismo, falamos também de misoginia, patriarcado, cultura do estupro, violência simbólica, violência institucional, objetificação do corpo feminino e desigualdade estrutural de gênero. São nomenclaturas que ajudam a compreender que não se trata de casos isolados, mas de um sistema de opressões historicamente construído e socialmente reproduzido. O que mais preocupa é perceber que adolescentes e jovens têm protagonizado tanto a prática desses atos quant...

Pinturas que tocam a alma... O sentimento da Artista

Por Marcelle Batista Quando falamos de arte logo vem à mente pinturas que de alguma forma nos tocam e nos inspiram.  Arte pode significar e expressar desde emoções fortes e momentâneas até profundos sentimentos. No fundo cada um pode interpretar uma pintura e associa - lá a um momento  que tenha vivenciado no passado, e que de alguma forma trazem recordações, lembranças e significados, se tratando  de um retrato da realidade e do mundo em que vive.  Minhas histórias com as cores vêm da infância; como eu disse existem momentos que nos marcam e através delas inspirações nascem, nem tudo o que acontece está ao nosso controle e eu aprendi que nos momentos difíceis algo precisava me representar expor o que sentia. Seja na incompreensão ou quando não conseguia reconhecer meu valor. Acabei por vezes me desviando de mim mesma e me reaproximando inúmeras vezes, tentando buscar na música e nas palavras algo que me fizesse compreender quem sou, mas foi ...